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Ansiedade

  • Foto do escritor: Agata Desirrêe Terapeuta
    Agata Desirrêe Terapeuta
  • 6 de jun.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 8 de jun.





Como a Ansiedade realmente age em você: Do mecanismo de sobrevivência à patologia








Vamos começar desmistificando esse assunto para compreender, de fato, o que é a ansiedade e quando ela se torna uma patologia. Você sabia que a etimologia da palavra ansiedade é diversa? A teoria mais aceita aproxima "angústia" e "ansiedade" do termo latino anguere: apertar, sufocar. A raiz angh, do Proto-Indo-Europeu, significa "apertado" ou "dolorosamente constrito". É exatamente essa a sensação física que a ansiedade nos causa no dia a dia.


A Ansiedade como mecanismo de sobrevivência

Na verdade, a ansiedade é um quadro extremamente normal do nosso organismo. Ela faz parte da essência humana desde os tempos das cavernas, faz parte do nosso sistema de sobrevivência. Como terapeuta, vejo muitos pacientes chegarem ao consultório querendo "extirpar" a ansiedade, mas o nosso objetivo real não é eliminá-la — é regulá-la.

Esse sentimento trabalha como um sistema adaptativo: é o alarme interno que nos avisa se é hora de “lutar” ou “fugir” de determinada situação, visando a preservação da nossa vida. O problema não é o sistema; o problema é a hiperestimulação constante em um mundo onde as ameaças são mentais, mas o corpo reage como se fossem físicas.


O Cérebro em constante troca de informações

Todos os dias, nosso corpo realiza uma troca incessante de informações com o meio. Pelos nossos órgãos do sentido (tátil, auditivo, gustativo, visual ou olfativo), recebemos estímulos externos 24 horas por dia, essas informações externas são captadas e trasnportadas até nosso cérebro. Segundo a neurociência, quando esses sinais são captados e transportados até o nosso cérebro, ele faz a interpretação dos estímulos recebidos pelo mundo e pelas pessoas lá fora através de sinais elétricos, onde ocorre uma interpretação complexa, e o cérebro transforma esses estímulos bioelétricos em sinais que através de neurotransmissores (como serotonina, ocitocina e noradrenalina), traduz tudo em ações, sentimentos e emoções. É aqui que a mágica (ou o caos) acontece: transformamos sensações puras em prazer, dor, felicidade, tristeza ou medo.

A Fisiologia do Alerta:

Por que seu corpo treme?


Um dos campos principais do cérebro responsável por esse processamento é o “campo de recompensa”, mas a resposta ao estresse agudo é um evento sistêmico, e há no geral uma estimulação variada e muito complexa sobre todo o sistema cerebral. Quando percebemos uma ameaça, o cérebro dispara um sinal de alerta em todo o sistema nervoso central, que também chamamos de hiper estimulação, e desencadeia uma cascata de mudanças fisiológicas:


Como resultado, as glândulas suprarrenais (na medula) começam a bombear hormônios específicos:


  • Adrenalina e Noradrenalina: Colocam o corpo em alerta máximo.


  • Reações Físicas: Aumento da frequência cardíaca, pressão arterial e respiratória.


  • Visão: As pupilas dilatam para captar mais luz, aumentando a percepção do ambiente.


  • Fluxo sanguíneo: A pele palidece porque o sangue é desviado para os músculos das pernas e braços — preparando você para correr.


  • Coagulação: Aumenta para evitar perda excessiva de sangue em caso de lesão.


Depois que a ameaça desaparece, o corpo leva de 20 a 60 minutos para retornar aos níveis pré-excitação. Se isso ocorre uma vez ao mês, é saúde. Se ocorre dez vezes ao dia, é um desgaste estrutural.


Quando a Ansiedade sai da normalidade?

O quadro torna-se patológico quando esse estado de alerta fica desregulado. Quando a ansiedade deixa de ser uma resposta a um perigo real e passa a ser uma constante — um medo persistente de um futuro incerto — entramos na definição do TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).

Codificado pelo CID-10 como F41.1, o TAG não se restringe a situações ambientais específicas. Como terapeuta, observo que a preocupação crônica (por várias semanas ou meses) sobre temas variados como trabalho, saúde e finanças é o marco principal. Sintomas como tensão motora, inquietação e hiperatividade autonômica (palpitações e sudorese) não são "frescura", são respostas físicas de um sistema que não consegue mais desligar o botão do pânico.




O desequilíbrio neuroquímico:

A conta chega


Quando estamos em crise constante, o cérebro sofre um desequilíbrio:



  1. ACTH e Cortisol: O hormônio Adrenocorticotrófico sinaliza para as adrenais produzirem cortisol. Níveis cronicamente elevados causam insônia, fraqueza muscular e hipertensão.

  2. Repressão da Serotonina: O cortisol alto inibe a produção de serotonina, que é essencial para o regulação do humor e bem-estar.

  3. Queda da Dopamina: O estresse crônico reduz a dopamina, afetando sua motivação, clareza mental e capacidade de sentir prazer.

  4. Adrenalina (Epinefrina): Em excesso, é a grande responsável pelos sintomas físicos imediatos da crise, como taquicardia (coração acelerado), respiração ofegante, sudorese e aqueles tremores involuntários que sentimos quando o sistema de alerta dispara.

  5. Noradrenalina (Norepinefrina): Age em sintonia com a adrenalina, aumentando a pressão arterial e mantendo o corpo em estado de vigilância extrema, pronto para enfrentar ou fugir de uma ameaça, mesmo que ela seja apenas um pensamento.

A longo prazo, esse desequilíbrio pode levar a patologias cardiovasculares, digestivas e motoras. O corpo, simplesmente, não aguenta viver sob "ataque" o tempo todo.



Como diagnosticar e tratar?

Hoje, não é difícil identificar o TAG através de uma anamnese bem feita e exames clínicos. O passo mais importante é não confundir o nervosismo comum de um evento decisivo com o transtorno. O que não é normal é permitir que esses sentimentos roubem a sua qualidade de vida.


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Como terapeuta especializada em tratamentos emocionais, desenvolvi uma técnica focada exatamente na raiz desse problema: o MTAZ (Método Terapêutico Ansiedade Zero). Tenho aplicado o MTAZ com resultados eficazes tanto em consultório quanto em palestras corporativas, ajudando pessoas a saírem do estado de luta e fuga constante.

Se você ainda não conhece meu método, fique de olho nas minhas postagens e acompanhe minhas dicas de terapias integrativas para a saúde mental. Estou aqui para mostrar que é possível, sim, retomar o equilíbrio.


"Qual desses sintomas físicos você mais sente quando está ansioso?"

Comenta aqui embaixo e vamos conversar.









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